Daí que hoje teve uma reunião do coordenador da pós com os alunos.
Olha, pra uma turma de físicos, a falta de objetividade atingiu patamares astronômicos. Ô galere carente, com vontade de contar sua história de vidam pra todo mundo. Zente, foi pra isso que inventaram os blogs!
Ãnfim.
Eu ia falar de outra coisa, mas essa reunião foi tão estranha, que achei digna de nota.
O que ia falar é que esses dias uma amiga minha, que morou comigo no aloja, ia prestar um concurso e precisava de um lugar pra passar a noite. Ela falou comigo, mas eu como eu num tenho outro colchão ela acabou ficando em outro lugar. Daí eu tava contado pro namorado. E ele perguntou se era a menina que fazia safadeza no alojamento.
Abre parênteses: fui procurar no google se safadeza era com S ou Z, digitando "safadeza" e esperando que ele me corrigisse. Calcula o naipe dos sites que apareceram. Fecha parênteses.
Daí eu lembrei que nunca comentei aqui sobre a menina que dividiu quarto comigo no aloja. Nós éramos em 3, essa menina que ia prestar o concurso, que vamos chamar de R, eu e uma outra menina, que chamaremos de S. S de safadjenha.
Fato é que S era uma menina muito extrovertida. Cantava que era um absurdo, por isso, sempre ia em festas, vivia cercada de gente, coisa e tal. Bem diferente de R e de mim (R porque era boa moça, namorava o mesmo menino desde sempre, era muito séria e num gostava de bagunça; e eu fazia física.)
Entonces, num fim de semana, S foi pra outra cidade com o coral da universidade, pra fazer uma apresentação.
O namorado dela também fazia parte do coral. O namorado dela também foi pra essa cidade.
Ni qui qui quando eles chegaram, eles decidiram dormir no alojamento (o ônibus que havia levado os cantô saía e voltava pra universidade. Logo, ficar no aloja era mais fácil do que ir pra casa do namorado da S)
Isso era umas 2, 3 da manhã. E eu estava em casa naquele dia.
Mas não meus amigues, isso não foi um impedimento pra que os queridos chegassem e "comemorassem" a apresentação.
Quando eles chegaram, eu acordei. Só que eu acordei e fiquei quieta na minha cama. Eu queria continuar dormindo, sabe. E os bonitos foram dormir. Gente, eles começaram a funfar como se não houvesse amanhã!!! E eu acordada!!! A luz tava apagada e tal, mas sabe, eu ouvia coisas. E aí amigues, comolidar?
Eu travei. Sério. Achei a situação tão absurda, que num tive reação nenhuma! O bom é que meu cérebro deve ter entrado no modo standy-by e ou eles terminaram logo, ou eu fui telepaticamente transportada pra outro lugar. Só sei que acabei dormindo.
E no outro dia, olhar pra cara das pessoas e pensar: Eu sei o que vocês fizeram noite passada...
Mas né, eu sou uma pessoa que vê o copo meio cheio e achei que isso tinha sido um fato isolado.
Rárárá. Ganha um doce quem adivinhar o que aconteceu alguns finais de semana depois.
Sim!! O casal na rua - na chuva - no alojamento resolveu que ia funfar de novo. E sim!!! Eu estava lá de novo.
Só que dessa vez meu cérebro não travou e pensei em algumas reações:
- Levanto com tudo e acendo a luz?
- Começo a fingir que sou sonâmbula?
- Começo a falar "dormindo"?
- Falo: "Hellooooooooo! Estoy aqui!"
Nada disso foi preciso. Eu só me mexi.
Foi um tal de ouvir roupa subindo, pessoa se mexendo e um cochicho:
- Será que ela acordou? Será que ela ouviu alguma coisa?
Sim, eu tinha ouvido muitas coisas. Sim eu estava acordada (não necessariamente nessa ordem)
Só sei que tempos depois ela se mudou de lá (não por causa disso, obviamente). E as minhas noites passaram a ser mais tranquilas.